sábado, 15 de novembro de 2008

R.G.

Vocês já pararam pra se olhar nos seus RG's? Carteira de motorista? De biblioteca? E a carteirinha de ônibus, já pararam pra olhar?
Pois é, aquela cara 3x4, séria, compenetrada, com um ar de que não se estava pensando em nada...
Hoje parei pra olhar minha carteira da biblioteca, a foto tá boa, camisa pool azul claro, fundo azul mais claro ainda, bem moreno pelo sol do verão. Nossa, como meu cabelo tava grande? Faz quanto tempo será que eu tirei essa foto? Bá, tempo é complicado... nunca me lembro das datas ou das horas. Lembro dos detalhes. Eles são vivos na memória como em um filme ou um daqueles sonhos em tecnicolor.
Bá, e por falar nisso, quanto tempo que eu não olho um filme que me agrade? Tipo que fale de sonhos, que tenha piratas e um tesouro, que seja divertido e emotivo ao mesmo tempo, que tenha música e um ratinho cozinheiro.
Tomei um banho a pouco, pensei muito em mim, ainda estou pensando, por isso me chamou a atenção minha imagem na carteirinha.
Lembrei durante o banho de um velho caderno, que já nem cabe mais o que escrever, folhas coladas, textos, poemas, fotos, e costurando tudo isso minhas angustias e dores, mas também as minhas felicidades, minhas sortes por assim dizer.
La nesse caderno, onde escrevo um pouco da minha vida, e que talvez seja a única coisa mais EU do que eu mesmo nesse mundo, um tempo atras, numa dessas noites de insônia em que se para pra pensar na vida, eu defini meu ideal do amor. Sabe que foi bom porque não descrevi uma pessoa com características absurdas como em um filme que olhei uma vez, no qual a personagem, para que não se apaixone nunca, cria um esteriótipo muito difícil de ser encontrado em alguém. O cara teria que ter um olho de cada cor por exemplo.
Defini o sentimento amor sem nunca ter amado realmente. Isso foi bom porque sempre que se precisa fazer algo difícil o ideal é perguntar pra quem nunca viu ou fez aquilo antes. Isso poderá te dar uma visão totalmente diferente sobre o assunto.
O que tá escrito é o seguinte, vou transcrever porque é melhor na íntegra, peraí que vou ali pegar o caderno....
Aqui, pronto...
Bueno, defini duas coisas na verdade, paixão e amor. Vejamos:

Paixão:

Paixão é um desejo de estar sempre junto, é o desejo sexual, a vontade de beijar, de tocar, de receber um carinho, é estar cego para os defeitos do ser amado, é acreditar que as pessoas são perfeitas, é pensar na pessoa o dia todo e ver seu toque em tudo. É quando tudo te lembra o ser amado e nada consegue te fazer esquecer.

Amor:

Amor é quando mesmo com o coração partido você deixa o ser amado seguir seu caminho porque sabe que isso o fará feliz e sente-se feliz com isso mesmo que fique triste por um tempo. O amor vê os defeitos mas trabalha para que se tornem virtudes. O amor não exige, não obriga, não anula, o amor não é prisão! O verdadeiro amor não poda nem sufoca, mas sim trabalha junto para que ambos cresção e sintam-se felizes. Aonde um não estiver feliz o outro também não estará. Quem diz que amar é sofrer nunca amou verdadeiramente. O amor é o sentimento mais nobre que alguém pode ter em seu íntimo. O amor liberta, edifica, constrói, derruba todas as barreiras, ergue, dá forças, proporciona fé, alegria e realização mútua. Não sei se com isso defini o amor sentido por todos mas pra mim é isso que o amor deve ser.

Essas definições são de abril de 2004, quase 5 anso atrás, continuam comigo até hoje e é o que busco. Por isso quando penso em mim, no que estou fazendo, nas situações pelas quais estou passando, penso nas minhas definições, e as tenho sobre vários assuntos. Elas são a melhor forma que tenho para avaliar se estou agindo conforme o que eu quero do mundo.
Ah, e voltando à foto da carteira da biblioteca, lembrei agora, é da mesma época.

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