...é o que diz o Dr.
Kinsey
Sexo não é sinônimo de sexualidade, por sexo, além do ato em si, define-se o gênero em masculino e/ou feminino. Existem casos de anomalias genitais, mas de qualquer forma uma série de exames clínicos determinaria a escolha de um ou outro.
Sexualidade é um fenômeno da psique humana, independente do gênero do individuo e mesmo dos puramente indeterminados, que são raríssimos.
E a partir do estudo da sexualidade humana surgiu a sexologia. A sexologia foi desenvolvida por Alfred Charles Kinsey, entomologista e zoólogo norte-americano.
Kinsey ao estudar o comportamento de algumas vespas percebeu que nenhuma vespa tinha o mesmo comportamento de outra e que elas tinham praticas sexuais igualmente diversificadas. Ao avançar em suas pesquisas descobriu que diversos animais apresentavam o mesmo comportamento, e que logo o ser humano sendo um animal, não poderia apresentar comportamento muito desviado do padrão.
Como resultado de seus estudos sobre o comportamento sexual humano temos dois livros: Sexual Behavior in the Human Male, de 1948, e Sexual Behavior in the Human Female, de1953, ambos escritos pelo Dr. Alfred C. Kinsey e Wardell Pomeroy além de outros. Kinsey era um zoologista na Indiana University at Bloomington e o fundador do Institute for Sex Research.
1.1. A escala Kinsey
As pesquisas do Dr. Kinsey indicaram que a sexualidade humana pode ser medida e classificada. Dessa forma surge a Escala Kinsey. Participaram das pesquisas 17.000 homens brancos americanos.
§ Heterossexual exclusivo; (50% dos homens a partir dos doze anos de idade).
§ Heterossexual ocasionalmente homossexual;
§ Heterossexual mais do que ocasionalmente homossexual;
§ Igualmente heterossexual e homossexual. Também chamado de bissexual;
§ Homossexual mais do que ocasionalmente heterossexual;
§ Homossexual ocasionalmente heterossexual;
§ Homossexual exclusivo; (4% dos homens são por toda a vida)
§ Indiferente sexualmente.
Essa classificação foi embasada nos seguintes dados:
§ Aproximadamente 50% dos homens não tiveram qualquer experiência homossexual aberta (nem física, nem psíquica), desde o início da adolescência.
§ Do total da população masculina estudada, 37% tiveram pelo menos uma experiência abertamente homossexual, até o orgasmo, entre a adolescência e a idade adulta.
§ Cerca de 13% dos homens tiveram uma reação erótica por outros homens sem manter qualquer experiência abertamente homossexual, desde o início da adolescência.
§ 30% dos homens tiveram experiências homossexuais, pelo menos incidentalmente, durante um período mínimo de três anos, entre 16 e 55 anos.
§ Cerca de 13% dos homens tiveram mais experiências homossexuais que heterossexuais durante um período mínimo de três anos, entre 16 e 55 anos.
§ Quase 10% dos homens foram exclusivamente homossexuais durante um período mínimo de três anos, de 16 e 55 anos.
§ E 4% dos homens são exclusivamente homossexuais (experiências físicas e psíquicas) por toda a vida, desde a adolescência.
No caso das mulheres as pesquisas apontaram que a homossexualidade feminina era incidentemente menor e que a sexualidade feminina é bem mais variada e polimorfa.
§ Aproximadamente 13% das mulheres tiveram desejos ou experiências homossexuais.
§ Foram consideradas exclusivamente homossexuais 6% das mulheres.
Como resultado prático dos estudos de Kinsey, em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria removeu a homossexualidade da lista de desordens mentais, recusando-se a continuar considerando os homossexuais como diferentes ou passíveis de correção. O mesmo aconteceu com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que também passou a não considerar a homossexualidade como uma doença, a partir de 1986.
Estudos posteriores aos de Kinsey têm confirmado que a incidência da homossexualidade exclusiva ou preferencial nas sociedades ocidentais é de 5 a 10% da população.
Portanto podemos concluir que:

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