quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Notícias do front

Olá amigos!

Em primeiro lugar quero dizer que sinto a falta de vocês aqui comigo.
Sampa é uma cidade linda!
Creio que todos vocês devem conhecer, é mara! hehehehe
Bom, vou descrever um pouco do que aconteceu comigo desde que saí de Santa Maria e cheguei aqui.
Bom, entreguei meu ap em SM antes do dia 20 de dezembro de 2008 e fui passar um tempo com meus pais em Caçapava do Sul, passei o natal com eles, foi muito bom, foi o inicio de uam fase de transiçao que agora está se consolidando.
Saí de Caçapava no dia 25/12/2008 as 13:00 e cheguei a SM as 15:00, tomei uma polar no terminal rodoviário, afinal náo sei quando vou ter a oportunidade novamente, e comi um pastel.
As 16:00 embarquei no bus da Pluma com destino a Sampa, chegaria aqui as 12:30 do dia 26/12.
A viagem foi tranquila, feriado sempre vai pouco gente no bus e acabou que durante toda viagem tivemos uma média de 4 passageiros. Parei um bom tempo em carazinho, ainda no RS e depois saguimos viagem através de SC e PR. Pela noite paramos em um resturante para fazer um lanche e na volta ao bus a bateria do mesmo tinah morrido. Os motoristas arrumaram uma outra, fizeram uam ponte e o bus saiu.
A viagem pela noite náo foi muito tranquila, o cara correu bastante e o bus chacoalhava muito.
passei por muitas cidades, nem sei ao certo dizer quais.
Cheguei em Sampa e fui recebido pelo Alan e pela Dani no terminal Tietê. Tive que esperar um pouco pois aqui, como agora sei, as coisas sáo um pouco demoradas, a cidade é grande memso.
Eles vieram de osasco me buscar no terminal, leva aproximadamente uam hora e meia pra chegar de Osasco no terminal Tietê em horário de Pico. Isso depende de quantas conduções você precisar pra chegar.
De lá fomos para um hotel no centro de Sampa e passamos a tarde caminahndo pelo centro, conheci a igreja da Sé, o mosteiro de Sáo bento, muito místico, o marco zero, o bairro da Liberdade, onde fica a parte oriental de Sampa, e algusn outros lugares que náo lembro o nome.
Dormimos num hotel eu e Alan, a Dani voltou pra casa.
De inicio é aquela coisa, uam reconquista, pois a algum tempo, aproximadamente 2 meses, náo nos viamos.
No outro dia acordamos cedo, tomamos o metrô e encontramos a dani na estaçáo da Sé. Depois no terminal Tietê encontramos os outros amigos intercambistas, Diana, Lilica, Sabrina e Jana.
Embarcamos para Sáo Carlos onde fomos ao casamento da Paty, amiga de intercâmbio, com o Vitor.
Esperamos um tempo no terminal de Sáo Carlos onde encontramos Jorge e Suzana.
Pegamso uam vâ e fomos para uma chácara perto da UFSCAR, fou uma final de semana especial. revivemos a RAE. A impressáo que tive foi de que apenas estavamos longe por uam semana e já havia se passado um semestre.
Voltamos ao terminal de Sáo Carlos onde encontramos Maya e seu namorado e depois Poly e Claudia, foi muito emocionante.
Fomos ao casamento, estava lindo, um pouco mal organizado por parte do restaurante, mas lindo. Só náo teve bebida.
Voltamos a chacará e já era domingo. Foi uma tarde de despedidas, emoçao e choro, náo de tristeza na maioria das vezes, mas de saudade mesmo.
No final do dia eu, Diana, Maya e seu namorado saímos para tomar açaí e depois dormimos na casa da Suzana, na UFSCAR.
Na segunda embarcamos cedo, eu e Diana, para Curitiba, Maya e seu namo voltaram pra MG.
Pegamos o bus de Sáo Carlos a SP as 7:10, chegamos perto das 10:30, procuramso passagens, almoçamos, conversamos e as 13:15 embarcamos para Curitiba. Lilica foi nos encontrar no terminal Tieté para nos desejar boa viagem.
Chegamos em Curitiba as 19:40, Jana nso esperou no terminal.
Curitiba é linda! Cidade modelo, limpa, organizada, muito linda mesmo, só conhecendo pra ter idéia.
Ficamos na casa da Jana e pela noite saímso a conhecer a parte boémia da cidade. Fomos no bar do Alamáo e tomamos chopp submarino, uam delícia. É uam caneca de chopp que vem com uam caneca de algo destilado mergulhada dentro, conforme vocé vai tomando os dosi váo se msiturando, muito bom.
No outro dia, terça, pegamso o bus pra Praia del Leste, onde a Jana tem casa, as 13:40, foi uma correria pra chegar no terminal a tempo, pois saímso atrasados e toda Curitba estava descendo pro litoral.
Entramos no bus e descobri que me venderam uma cento que náo existia, entáo desci a serra na cabine, de copiloto do motorista, um tipo muito simpático.
A praia foi muito boa, fomos muito bem recebidos na casa da Jana, pessoal muito simpático que tabem fala guri, guria, e piá, só náo tomam chimarráo e acham engraçado o habito.
Eu estava feliz por estar em uma lugar bom e por ser bem recebido, mas triste pro estar longe do Alan que ficou em sampa por causa do trabalho.
No dia 31 recebi uam boa surpresa, as gurias, Jana e Diana, me enganaram e me levaram ao terminal, onde vi o Alan desembarcando do bus. Fiquei sem reaçao por uns segundos, mas logo corri pra dar um abraço. Voçes imaginam o tamanho da minah felicidade.
Pela noite compramos ceva, fizeram churras, e entramos o ano novo sob uma chuva de fogos, na areia da praia, eu e Alan, abraçados. Eu NUNCA vou esquecer esse momento. Foi muito emotivo, chorei de felicidade. Foi especial!
No outro dia choveu e ficamos jogando general, jogo oficial da oficina del Diablo, e pela tardinah subimos a serra eu, Jana, Alan e Diana.
As 00:10 do dia 01/01/2009 embarcamos eu e Alan com destino a sampa. Diana ficou com Jana em Curitiba, mas tomou o bus pra sampa no dia 02 e voltou a capital do Paraguai as 18:00 do mesmo dia saindo do terminal Tiet'e.
Chegamos a sampa as 6:00 e eu ainda na'o tinha lugar rpa ficar at'e domingo, data na qual eu encontraria meus novos companheiros de moradia.
Eu fiquei na casa da Dani, em Osasco, mas n'ao conseguiamos fazer contato com ela, tive que ira at'e a casa do Alan, mas n'ao pude chegar la pois sua fam'ilia ainda n'ao sabe do nosso relacionamento e talvez saiba da minah exist"encia, mas s'ao apenas suposi'coes.
Foram momentos muito angustiantes, eu estava voltando pra sampa, na'o tinah onde ficar, com uma mochila e uma mala onde trouxe o resumo de 27 anos de vida e sonho, e n'ao podia ir at'e a casa do Alan. Fiquei na esquina, esperando, foram monentos de muita ang'ustia, d'uvidas e incertezas, foi duro.
Bom, Alan ligou pra Dani que estava na casa do seu av^o, cerca de 2 quadras de onde fiquei esperando, pegamos um bus, chovia.
Cheguei na casa da Dani, em um condom'inio muito lindo. Um ap muito bom tbem.
A m'ae da Dani 'e diarista e ela me contou que levaram 10 anos pra pagar o ap, mas que em dois meses a casa ser'a deles.
De inicio fiquei meio que sem jeito, porque 'e a casa de algu'em, mas depois fui ficando mais aclimatado, lavei um pocio da minha roupa, cozinhamos, dormi pela tarde e pela noite fomos a um bar que se chama est'atuas.
Que bar legal!
Tava tocando Led, ACDC e mais um monte de cl'assicos do rock, muito bom o pessoal.
Ficamos eu e a Dani conversando e acabamos benendo umas 10 cevas. Resumindo, voltamos pra casa contando. Foi imcr'ivel.
Chegando na Dani sua m'ae estava em casa, me cumprimentou, jantamos e eu fui dormir.
Acordei cedo, estava com pesadelos, ainda estava com muitas d'uvidas.
Fiz um mate, conheci a irm'amais nova da Dani e seu padrasto e conversei mais com sua m'ae.
Almo'camos peixe frito, arroz e salada, e a m'ae da dani me serviu uma ta'ca de vinho tinto suave muito gostoso e me tratou com muita simpatia de forma que fiquei muito feliz.
A essa altura o Alan me ligava impacientemente, fiquei um pouco de cara, mas hj vejo que era por vontade de eestarmso juntos o quanto antes. Fomos ao est'atuas novamente. Eu j'a estava me localizando bem em Osasco de forma que "guiei" a Dani at'e o bar.
L'a encontramos a Michele e a "Marra", n'ao sei escrever o nome dela. Meninas muito simp'aticas, queridas e que fizeram de tudo pra que eu me sentisse a vontade.
Sa'imos do bar no carro das meninas, passamos num super, pegamos ceva e fomos para um churras na casa de um amigo delas. Foi incr'ivel, todos muito simp'aticos.
Na volta tomei um banho e me vest'i na casa do av'o da Dani e encontramos com Alan e Douglas, seu irm'ao, e fomos para uam balada GLS, Tunnel, perto da avenida Paulista. Foi a primeira vez que eu a vi, 'e linda, uma avenida muito larga e bem iluminada.
Paramos num bar pra fazer um esquenta `a paulista, ou seja, o tempo de beber uam ceva, comer algo, conversar sobre a neve no RS e sair correndo atrav'es da chuva at'e a boate.
A boate 'e um sub solo, tem 3 n'iveis: mezanino, bar e pista eletronica e bar e pista 80's.
De inicio fiquei bastante encomodado, todos ficavam olhando, me estranhei com o Alan por uns minutos, mas deposi fui me acostumando e me acalmando. A tequila ajudou no processo, foram 3 ao total. 'E que quando tu faz de tudo pra ser discreto e chega num lugar onde ficam te encarando, acaba que 'e "deslegal".
Bom, o trasporte aqui para entre 00:00 e 4:00, ent'ao se a balada estiver palha tem que ficar igual at'e amnhecer. Dormi lah dentro deposi de tanta bebida. Acordei com o Douglas me chamando e eu nem tchum pra ele.
Voltamos at'e Osasco, chegando la dei tchau pro Alan que foi muito carinhoso todo o tempo e fui com a Dani pra casa dela. Chorei, chorei muito.
Jah era domingo e dormimos das 8:00 as 10:00, pensei em desitir de tudo, em voltar pra casa, em dar tchau pro Alan e seguir minah vida em outro lugar, mas o cora'cao n'ao deixou, quando cheguei a casa dele que o vi sorrido pensei, e a Dani me aconselhou: melhor conversar.
Fomos at'e o cemit'erio de Osasco e conversamso muito, expliquei meus medos e angustias, ele ficou pensativo, mas me disse o que eu esperava: "Pi, eu quero que tu fique!"
O mote da quest'ao 'e que eu tenho a necessidade de ouvir que sou bem quisto, por mais que a pessoa fa'ca as coisas por mim e eu reconhe'co que o Alan tem feito o que est'a ao seu alcance, eu sinto a necessidade de ouvir.
Bom, me acalmei e fomos at'e o habib's comer esfirra. Muito boas!
Saimos de l'a e voltamos at'e a casa do av"o da Dani, no caminho o Icaro, cara com quem o Alan fezcontato para eu ter onde ficar, ligou e explicou que eu deveria esperar ele no terminal Penha do metr"o.
Conversei muito com o Alan, que estava visivelmente podre de sono, e deixei um pouco de ser egoista, decidimos que ele me levaria at'e o trem e que de l'a eu encontraria o caminho.
E foi o que rolou, tomie o trem em Osasco, fiz baldia'c'ao com o metr'o n Barra funda e desci no terminal Penha onde esperei o Icaro.
Cheguei na Penha as 21:30 e esperei at'e as 00:15. Eu tinah o endere'co, mas n'ao tinah ningu'e me casa e pra mim na'o esperar na rua...
Nesse meio tempo, enquanto eu esperava, aconteceu uma coisa muita estranha, um cara, do nada, veio reto em mim e come'cou a falar. Olhie pros lados e vi que havia algusn seguran'cas pro perto, me pressionei porque tentei despachar o cara mas ele insistia que tinah que falar comigo. Deixei, de inico bem pressionado posi estava com 200 pila pra pagar pelo quarto, mas deixei, os seguran'cas estavam por ali mesmo e o cara n'ao poderia fazer nada.
Ele me disse que era pai de santo e come'cou a falar coisas da minah vida sem que eu dissese nada. Foi impressionante, revelador e no final foi bom.
Ele me disse coisas pessoais que na'o teria como saber e no final me falou que o que eu vim buscar aqui eu vou conseguir e que eu fique tranquilo. E foi embora.
um tempo depois encontrei o Icaro, eu enm tinah id'eia de como ele era, mas foi "suave" como ele mesmo disse. Suave 'e o equivalente a "tranq"uilo".
Um cara super gente fina, conversmos, me apresentou a casa, conheci o Japa, companheiro de ap, muito tranquilo mesmo. Me emprestou len'cois, coberta e trabesseiro, colch'ao e tudo. Me emprestou seu cart'ao de bilhete 'unico estudantil, me explicou como funciona o trasporte, o Japa tbem. Me explicaram o centro da Lapa, que tem lugar rpa comer barato, que tem mercado, essas coisas, e o Japa cozinha em casa, ent'ao dah pra fazer uam mini cooperativa e um ir apoiando o outro. Dei muita sorte.
O ap 'e lindo, fica num condom'inio sussa, em frente a esta'cao da Penha, d'a pra ver do terminal.
Ap no melhor estilo "muma relax, nuam tranquila, numa boa", conversamos, prensamos, passamos, dividimos, e fui dormir morgadissimo pois tinah acordado cedo e s'o dormido duas horas naquela manh'a.
No outro dia acordei, tomei um banho, lavei minha roupa e sa'i pra conhecer o centro da Penha e comer. Muito tranquilo, pf que tu mesmo serve por 3,45. Dei uam caminhada, fui no shopping, comprei uam camiseta, fui no mercado, fiz c'opias de chaves, e voltei pra casa.
Conversei muito com o Japa, cara m uito tranquilo e de boa.
Pela noite peguei o metr"o e fui encontrar com a Dani e com a Tami, menina que eu ainda n'ao conhecia. Nos encontramo no shopping metr'o Tatuap'e e fomos tomar uma ceva.
Nossa, que muvuca! Saindo do shopping encontramos toda a fauna e a flora de sampa reunidos ali. Era punk brigando com skin, bichas e sapas por todo lado, muito prego, uam loucura. Tomamos uam ceva e conversamos. A Tami eh estranha de inicio mas depois o cara v'e que eh gente boa.
Voltei pra casa e dormi pois no outro dia o Alan tinah que fazer a rematr'icula e eu fiquei de sair cedo.
Na ter'a acordei cedo e as 8:00 encontrei o Alan no metro da Penha, ele veio at'e aqui em casa pra conhecer e deixar o notbook aqui comigo pra que eu possa acessar a internet.
Saimos, conversamos, nso extranhamos e passei amnh'a me sentindo um lixo, to muito sens'ivel, a flor da pele. Ele fez a matr'icula e fomos com algusn de seus amigos e conhecidos a uma padoca tomar uam ceva. Depois tomamos o metr'o, ele tem que trabalhar pela tarde, e eu fui pro MASP, ter'ca eh de gra'ca.
Falamos por telefone, brigamos, eu tava puto, muito de cara, e acabei curtindo o museu, mas nem tanto.
O acervo do MASP 'e muito bom, tem de tudo, muitos artistas importantes, E uma expoxi'cao do Portinari que tava rolando.
Sai, voltei pra casa e trocamso alguns e-mails, peguei o endere'co do trampo dele e pela noite fui at'e Alphaville, longe pra caralho. Mas ele me passou as instru'coes e acabei chegando lah embora tenha me perdido por uns 20 minutos.
Conversamso muito, expliquei o que eu tava sentindo, falei muito, ele deu seus motivos, eu os meus, mas no fonal ele teve paci"encia com minah inseguran'ca e sensibilidade.
Volteipra casa um pouco mais tranq"uilo.
Quarta pela manh'a acordei cedo e fui at'e Osasco, nos encontramos, fomos ao mercad'ao, comprei erva pro mate, caminhamos, cumprimos uma parte dos compromissos que ele tinha, o dentista ele adiou e almo'camos juntos. Brahma e pf que eh o mais comum aqui. Trocamos caricias no banheiro do shopping porque foi o unico lugar que podiamos estar no momento e ele foi pro trampo eu eu voltei pra casa.
A tarde eatava linda em sampa. Sol pela primeira vez desde que cheguei aqui.
Voltei pra casa, dormi, respondi um mail importante, vi minas notas na internet, e dormi a tarde toda. Acordei e conheci mais um companheiro de casa, muito gente fina, e agora to tomando uam ceva, s'ao 3:45, to aqui escrevendo pra voc"es.
Ainda n'ao me acostumei com o teclado do pc e por isso ficou um pouco extranho o texto.
E isso 'e o resumo do que rolou comigo at'e agora.
J'a me sinto em casa, estou aclimatado, sampa 'e desafiador e lindo.
Vou por umas fotos no orkut e amnh'a vou come'car aprocurar est'agio.
Sinto saudades de voc'es, queria que todos estivessem aqui curtindo comigo.
Beijso e abra'os carinhosos, Pi.

Um comentário:

Ricardo F Trevisan disse...

Pi...tu continua comprando creditos de horas diárias né!?!

hahahahaha

abração cara, que tu e seus bem quistos sejam felizes!